A bailarina sentia vergonha diante das outras dançarinas quando seu pai trouxe suas sapatilhas de balé diretamente para o salão: quando todos começaram a rir dela, a garota expulsou o pai, mas depois aconteceu algo inesperado 😱😥
A manhã na casa de Anna começou com ressentimento e raiva. Ela brigou novamente com o pai por causa das sapatilhas de balé. A menina já fazia dança há três anos e sonhava em um dia se tornar uma verdadeira bailarina. No salão, as outras meninas tinham lindos figurinos, sapatilhas caras, enquanto tudo o que ela tinha era velho e desgastado.
O que mais a entristecia eram as sapatilhas. Estavam gastas, escurecidas, desgastadas em alguns pontos, e Anna sentia que era justamente por causa delas que todos olhavam para ela com pena.
O pai estava se preparando para o trabalho desde cedo. Ele trabalhava em uma obra, assumia os trabalhos mais pesados, voltava para casa cansado, com dor nas costas e as mãos machucadas. Anna começou mais uma vez a pedir que ele comprasse novas sapatilhas de balé. Ela dizia que tinha vergonha de entrar no salão, que havia uma apresentação se aproximando, que todos riam dela.
O pai explicou calmamente que naquele momento não havia dinheiro, que era preciso esperar um pouco, que ele certamente daria um jeito. Mas Anna não queria mais ouvir nada. Com raiva, ela pegou suas sapatilhas velhas e as jogou diretamente no pai.
O pai apenas abaixou os olhos, pegou-as do chão e não disse nada. Anna se arrumou rapidamente e saiu para o treino, batendo a porta com força. Parecia-lhe que ninguém a entendia. E ele ficou por alguns segundos no corredor com aquelas sapatilhas nas mãos, como se estivesse pensando em algo. Depois as levou consigo e foi trabalhar.
No canteiro de obras foi um dia difícil. Mas mesmo ali o pai não parava de pensar na filha. Durante o intervalo do almoço, ele pegou as sapatilhas velhas, sacudiu-as com cuidado, limpou toda a sujeira com um pano, lavou bem as partes desgastadas, e depois encontrou tinta dourada e começou a cobrir o tecido com cuidado.
Ao final do dia, as velhas sapatilhas realmente se transformaram. Elas brilhavam e pareciam quase novas. Não perfeitas, claro, mas bonitas e elegantes.
O pai olhou para elas e, pela primeira vez naquele dia, sorriu. Ele queria muito alegrar a filha. Por isso, após o trabalho, cansado e ainda com roupas de trabalho, foi direto para a escola de dança.
Na sala de balé havia um ensaio acontecendo. As meninas estavam na barra repetindo os movimentos. Anna tentava não se distrair, até que um leve murmúrio começou na sala. Uma das dançarinas percebeu um homem na porta e olhou surpresa para ele. Depois outra se virou. Em poucos segundos, todas já olhavam para ele.
— Quem é esse?
— O que esse homem está fazendo aqui?
— Por que ele parece um morador de rua?
— Que nojo, ele cheira mal.
No começo Anna não entendeu de quem falavam, mas depois se virou e ficou paralisada. Na porta estava seu pai. Cansado, coberto de poeira, com uma velha jaqueta de trabalho.
— Filha, aqui estão suas sapatilhas, — disse ele. — Olha, eu as arrumei. Agora você pode treinar e se apresentar tranquilamente.
Naquele momento, a sala ficou em silêncio, e então alguém riu baixinho. Logo depois, os outros também começaram a rir.
— Esse é seu pai?
— Você vem de uma família pobre?
— Que vergonha.
Anna ficou tão envergonhada que seu rosto ficou em chamas. Ela sentiu todos os olhares sobre si e, em vez de se aproximar do pai, agradecer e abraçá-lo, teve medo daquele riso.
— Não, esse não é meu pai, — disse ela bruscamente. — É o assistente do meu pai.
O pai se calou imediatamente. Seu rosto mudou, mas ele ainda segurava as sapatilhas nas mãos.
Anna se aproximou rapidamente, arrancou as sapatilhas dele e as jogou no chão com irritação.
— Saia daqui, você está me envergonhando, — disse ela tão alto que todos ouviram.
O pai não se justificou, não discutiu, não disse uma única palavra ruim. Apenas olhou para a filha em silêncio, se abaixou, pegou uma das sapatilhas do chão, colocou de volta e saiu lentamente da sala.
Mas então aconteceu algo inesperado, depois do qual Anna se arrependeu profundamente de sua atitude 😱😨 A continuação da história pode ser encontrada no primeiro comentário 👇👇
Somente quando a porta se fechou atrás dele, Anna sentiu algo pesado dentro de si. Mas o orgulho não a deixou correr atrás dele. Ela fingiu que nada havia acontecido, pegou as sapatilhas, limpou-as e continuou o treino.
À noite, o pai não estava em casa. Ele chegou muito tarde, quando Anna já estava em seu quarto. Não entrou para vê-la, não disse nada e, desde aquele dia, parecia ainda mais silencioso.
No dia seguinte, havia uma caixa sobre a cama de Anna. Dentro estavam novas sapatilhas de balé — não repintadas, mas completamente novas.
Anna ficou tão feliz que pegou as sapatilhas, apertou-as contra si e correu para o treino.
Após a competição, deram-lhe um título, entregaram-lhe um diploma, elogiaram sua técnica e expressividade. Todos ao seu redor sorriam, a parabenizavam, e as meninas que ontem riram agora a olhavam de forma diferente.
Anna estava com o prêmio nas mãos e de repente percebeu que não tinha com quem compartilhar aquela alegria. Seu pai não estava ali.
Quando voltou para casa, o telefone tocou quase imediatamente. A voz do outro lado era estranha. Disseram-lhe que seu pai estava no hospital. No trabalho ele passou mal. Devido ao esgotamento e às intermináveis horas extras, ele teve uma crise grave.
Anna sentiu como se o chão desaparecesse sob seus pés. Ela ficou no meio do quarto, segurando o diploma nas mãos, sem conseguir acreditar no que ouvira.
Na sua mente, surgiram imediatamente todas as palavras que ela havia dito a ele no salão. Ela se lembrou de como ele sorria, de como segurava aquelas sapatilhas douradas repintadas, de como saiu em silêncio sem dizer uma palavra.
Ela correu para o hospital sem sentir as pernas nem a respiração. Já diante do quarto, tremia de medo. Quando entrou, o pai estava deitado na cama, muito pálido, magro e estranhamente fraco. Suas mãos fortes, acostumadas ao trabalho duro, agora estavam imóveis sobre o cobertor. Anna se aproximou, sentou-se ao lado dele e não conseguiu conter as lágrimas.
— Pai, me perdoa, — sussurrava ela, apertando sua mão. — Me perdoa, por favor. A culpa é minha. Eu fui horrível. Você queria me fazer feliz, e eu… Eu tenho tanta vergonha do que eu disse. Eu não deveria ter feito isso. Nunca.
As lágrimas escorriam pelo seu rosto uma após a outra. Ela já não pensava nas meninas do salão, nem na opinião dos outros, nem nas belas sapatilhas, nem nos prêmios. Naquele momento, ela só queria uma coisa — que seu pai abrisse os olhos e a ouvisse.
Depois de algum tempo, ele realmente recuperou a consciência. Viu a filha ao seu lado, viu suas lágrimas e apertou fracamente sua mão. E naquele momento Anna chorou ainda mais, porque entendeu o mais importante.


