A enfermeira comprava comida para um morador de rua todas as noites, mas um dia o velho agarrou sua mão de repente e disse: «Moça, você já me alimentou tantas vezes, por isso peço — não volte para casa hoje pelo caminho de sempre, amanhã de manhã eu explico tudo…» 😱😨
Na manhã seguinte, a jovem descobriu algo terrível contado pelo velho.
Amanda fechou atrás de si a porta da entrada de serviço e, por um instante, encostou-se à fria parede de concreto. Depois de um turno de doze horas, suas pernas doíam muito. Eram cerca de oito da noite. A escuridão já envolvia densamente o território do hospital regional.
Amanda apalpou mecanicamente no bolso as chaves do apartamento alugado e seguiu em direção ao portão lateral, tentando não pensar em nada.
Três meses antes, aquelas chaves haviam se tornado a única coisa que ela levara da vida anterior. Todo o resto — móveis, utensílios, até mesmo as fotografias — tinha ficado com o ex-marido.
Agora ela tinha um pequeno apartamento de um quarto na periferia, radiadores rangendo e o cheiro de repolho vindo do apartamento vizinho. O salário de enfermeira mal dava para viver, mas ela não sentia arrependimento.
Junto à cerca, como sempre, ele estava sentado. Um homem idoso sem-teto, com barba grisalha e olhos cansados, porém atentos, coberto com um velho casaco acolchoado.
Ele aparecera ali no fim de agosto e, desde então, tornara-se parte do seu trajeto noturno. Todos os dias Amanda lhe comprava o jantar e chá quente.
Eles trocavam algumas palavras, o homem agradecia em voz baixa e com sinceridade, e isso, de um jeito estranho, tornava sua solidão menos opressiva.
Naquela noite, o turno tinha sido especialmente pesado. Amanda entrou na cantina do hospital, pegou a comida e o chá e saiu em direção ao portão. O velho a esperava, mas naquele dia estava diferente. Seus ombros estavam tensos, e o olhar deslizava o tempo todo para trás dela, para a escuridão da rua.
Ela estendeu o saco, mas o homem o afastou e, de repente, agarrou sua mão com força. Amanda se sobressaltou e já ia puxar a mão de volta, quando ouviu sua voz — baixa, sufocada, completamente diferente da habitual.
— Moça, você já me alimentou tantas vezes — disse ele, sem soltá-la. — Deixe-me retribuir. Não volte para casa hoje pelo caminho de sempre. Vá pelo centro, dê uma volta maior. Agora mesmo. Amanhã de manhã eu explico tudo.
O coração de Amanda disparou. Ela o olhava confusa, sem saber se ele estava brincando ou se tinha enlouquecido. Mas em seus olhos não havia loucura nem súplica. Havia medo. Amanda não discutiu. Apenas assentiu em silêncio, virou-se e saiu a passos rápidos, sentindo tudo se apertar dentro de si de pavor.
Naquela noite, ela realmente voltou por outro caminho, dando longas voltas pelas ruas iluminadas. E no dia seguinte, o velho lhe contou uma verdade terrível 😱😨 Continuação no primeiro comentário 👇👇
— Por quê? — sussurrou ela no dia seguinte.
O velho olhou ao redor e falou ainda mais baixo.
— Porque estão te seguindo. Já faz vários dias. Eu os vi com meus próprios olhos. Eram três. Eles estavam ali — ele apontou para um beco escuro — e pensavam que eu estava dormindo. Seu marido dizia que você mora sozinha, que volta tarde e que, de qualquer forma, está escuro na rua. Eles discutiam como fazer para que seu corpo não fosse encontrado imediatamente. O apartamento está em seu nome, e ele precisa dele.
Amanda sentiu o frio subir das pontas dos dedos até a garganta. Lembrou-se das últimas semanas: sombras estranhas atrás de si, a sensação de um olhar alheio, o passo acelerado quando alguém a seguia por tempo demais.
— Eu ouvi tudo por acaso — continuou o homem. — Para eles, eu não passava de lixo velho. Mas memorizei cada palavra.
Ele finalmente soltou a mão dela e acrescentou quase num sussurro:
— Eles te esperaram ali — disse o velho. — Até alta noite. Depois foram embora. Você fez bem em me ouvir.


