A secretária sentiu-se mal no trabalho, por isso saiu para a rua: sentou-se num banco, fechou os olhos e, quando recobrou a consciência, viu um velho a tentar tirar do seu pulso uma pulseira de ouro 😱
— Ei, o que está a fazer? Isto é um presente do meu marido! — disse ela. O velho olhou para ela com horror e respondeu em voz baixa: — A senhora perdeu os sentidos por causa desta pulseira. Veja com os seus próprios olhos.
A secretária olhou com mais atenção e ficou paralisada de medo. 😨🫣
Anna sentiu-se mal ainda durante a reunião.
Estava sentada ao lado do diretor, como sempre, anotava cada palavra e tentava não demonstrar cansaço. A sala de reuniões estava abafada, o ar parecia ter-se tornado pesado. As têmporas começaram a latejar, o coração batia mais rápido do que o normal. Anna respirou fundo, mas não ajudou. Surgiu uma pressão desagradável no peito, como se um peso enorme estivesse lentamente a cair sobre ela.
Em certo momento, a sala começou a girar. Anna agarrou-se à borda da mesa para não cair e pediu desculpa em voz baixa. Levantou-se, tentando andar em linha reta, mas as pernas vacilavam. O diretor perguntou algo, mas Anna já quase não ouvia as palavras.
Lá fora estava fresco. O ar frio bateu-lhe no rosto, mas não trouxe alívio. A fraqueza só aumentava. Anna deu alguns passos e deixou-se cair, sem forças, num banco junto a um pequeno jardim. Fechou os olhos, esperando que tudo passasse.
O coração batia descontroladamente.
Quando Anna entreabriu os olhos, viu um velho inclinado sobre ela. Tinha mais de setenta anos. Um casaco simples, um chapéu velho, um olhar calmo, mas atento. Ele segurava delicadamente o seu pulso e parecia examinar a mão.
— O que está a fazer? — perguntou Anna com a voz rouca, tentando puxar a mão. — Não toque. Esta pulseira é um presente do meu marido.
O velho não discutiu. Apenas disse em voz baixa:
— A senhora está a passar mal por causa dela. Olhe com mais atenção.
Anna baixou o olhar para a pulseira — grossa, de ouro, que usava sem nunca a tirar. E, naquele instante, os cabelos ficaram-lhe em pé. 😢😱 Continuação no primeiro comentário 👇👇
O ouro tinha escurecido exatamente nos pontos em que tocava a pele. Não por completo, mas em manchas, como se alguém tivesse passado por ali uma sombra escura.
— Quem é o senhor? — sussurrou Anna, sentindo tudo apertar-se por dentro.
— Sou um ex-ourives — respondeu o velho com calma. — Trabalhei com ouro durante quarenta anos. Quando vi que a senhora estava mal, olhei por acaso para a sua mão. Uma pessoa comum não notaria isso.
— O que é que isso significa? — a voz de Anna tremia.
— São vestígios de tálio — disse ele baixinho. — Um veneno muito traiçoeiro. Não é visível a olho nu. É aplicado numa camada extremamente fina. Absorve-se pela pele e envenena lentamente a pessoa. Mas o ouro reage. Ele escurece.
— Quer dizer que…
O velho assentiu.
— Quem lhe ofereceu esta pulseira sabia exatamente o que estava a fazer. Queria que a senhora adoecesse, enfraquecesse e que, um dia, simplesmente não se levantasse mais.
Anna olhou para a joia e depois para as próprias mãos. Na sua mente surgiu a imagem do marido, os seus olhares frios, a estranha atenção nos últimos tempos e as palavras insistentes: «Use-a, não a tire. É o meu presente».
Naquele momento, ela entendeu tudo.
O velho retirou cuidadosamente a pulseira e envolveu-a num lenço.
— A senhora precisa de ir urgentemente ao médico e à polícia — disse ele. — E nunca mais volte a usá-la.
Anna assentiu em silêncio. Sentada no banco, apertando os dedos trémulos, percebeu que tinha acabado de sobreviver por milagre.


