Após o funeral da mãe, Anna foi ao hospital para recolher os seus pertences: quando a enfermeira lhe entregou as roupas da mãe falecida, um bilhete caiu inesperadamente do bolso do roupão 😢
Anna abriu o papel, reconheceu imediatamente a caligrafia da mãe e, ao ler o que estava escrito, sentiu um verdadeiro horror 😲😨
Depois do funeral, Anna voltou novamente ao hospital para buscar as coisas da mãe. Ela adiou esse momento até o último instante, mas sabia que não podia mais adiar. Já tinham se passado cinco dias desde o enterro, mas a sensação de que tudo havia acontecido há apenas um momento não a deixava nem por um minuto. Havia um peso constante no peito, respirar era difícil e os pensamentos se confundiam.
Anna estava no corredor do hospital municipal, apertando contra o peito um simples saco de plástico. Dentro dele estava tudo o que restara da mãe após longos meses de tratamento. Para estranhos, eram apenas objetos; para ela, era toda uma vida.
A enfermeira da ala de oncologia, uma mulher corpulenta com olhos cansados, olhou para Anna com sincera compaixão e disse em voz baixa que ainda havia um roupão e chinelos na mesa de cabeceira. Acrescentou que a mãe tinha sido muito paciente e bondosa, e por isso todos os que trabalharam com ela e cuidaram dela passaram a estimá-la.
Anna assentiu em silêncio. Tinha medo de falar, pois qualquer palavra poderia se transformar em lágrimas. Ainda há pouco tempo a mãe estava ali, brincava, tentava apoiá-la, fazia planos para o futuro e dizia que tudo ficaria bem. Mas a alta nunca aconteceu.
Em casa, Anna colocou o saco sobre a mesa da cozinha e ficou muito tempo apenas olhando para ele. Não conseguia decidir-se a desfazer o nó, pois sabia que, no momento em que o fizesse, não haveria volta. As coisas tinham o cheiro da mãe, da sua casa, da sua vida.
Reunindo forças, Anna começou a retirar cuidadosamente o conteúdo do saco. O roupão azul preferido, os chinelos bordados, o livro de poemas que a mãe relia nas últimas semanas. Tudo estava no seu lugar, exatamente como ela gostava.
Quando Anna levantou o roupão para dobrá-lo novamente, um papel dobrado em quatro caiu de repente do bolso do peito. Aquilo pareceu estranho, pois a mãe sempre fora organizada e nunca deixava nada nos bolsos.
Anna abriu lentamente o bilhete. A caligrafia era familiar, querida, fazendo o coração apertar imediatamente. Ela começou a ler — e naquele mesmo instante ficou paralisada com o que estava escrito no papel 😢😲 Continuação no primeiro comentário 👇👇
Anna lia o bilhete e, a cada linha, seus dedos ficavam dormentes.
«Se estás a segurar esta carta nas mãos, significa que eu não consegui dizer-te a verdade enquanto estava viva. Todos os dias eu me preparava, todos os dias dizia a mim mesma que te contaria amanhã, mas sempre tive medo de te perder.»
Anna sentou-se numa cadeira, continuando a ler, sentindo o coração bater em algum lugar na garganta.
«Tu não nasceste de mim, mas desde o primeiro dia te tornaste minha filha. Eu não te escolhi por acaso nem por obrigação. Eu te escolhi com o coração. Segurei-te nos braços e percebi que sem ti já não conseguiria respirar.»
As letras se embaralhavam diante dos olhos, mas Anna obrigou-se a não parar.
«Eu tinha medo de que a verdade te causasse dor, e por isso fiquei em silêncio. Mas sabe uma coisa: nenhum dia da minha vida foi mais importante do que os dias vividos ao teu lado. Tu és a melhor coisa que me aconteceu.»
No final da carta, a mãe parecia sentir que Anna não conseguiria conter as lágrimas.
«Se agora te parece que ficaste sozinha, não é assim. Eu sempre fui tua mãe e sempre serei. Não pelo sangue, mas pelo amor. E se me fosse dada a oportunidade de escolher mais uma vez, eu escolheria novamente a ti.»
Anna apertou o bilhete contra o peito e, pela primeira vez desde o funeral, permitiu-se chorar. Agora entendia que havia perdido uma mãe, mas jamais havia perdido o amor que ela carregou por toda a vida.


