O valentão do mercado começou a pisotear e destruir os produtos de uma idosa que apenas tentava vendê-los depois de se recusar a dar-lhe dinheiro; mas ele nem sequer podia imaginar como aquele terrível ato acabaria para ele

O valentão do mercado começou a pisotear e destruir os produtos de uma idosa que apenas tentava vendê-los depois de se recusar a dar-lhe dinheiro; mas ele nem sequer podia imaginar como aquele terrível ato acabaria para ele 😧

Na feira da cidade, todos conheciam aquele rapaz.

O seu nome era Victor e, nos últimos anos, ele tinha-se tornado um verdadeiro pesadelo para os comerciantes locais. Alto, arrogante e convencido da sua impunidade, aparecia na feira todas as semanas para recolher dinheiro dos vendedores. Chamava-lhe a sua “parte”, embora todos soubessem perfeitamente que aquilo era pura extorsão.

As pessoas tinham medo de discutir com ele. Alguns entregavam o dinheiro em silêncio, outros tentavam protestar, mas acabavam por se calar rapidamente. Todos sabiam que contrariar Victor podia trazer consequências muito desagradáveis. A mercadoria de alguns desaparecia misteriosamente, as montras de outros eram destruídas, e alguns negócios acabavam mesmo por entrar em declínio depois das suas visitas.

Por isso, a maioria preferia pagar.

Naquele dia, a feira seguia o seu ritmo habitual. As pessoas caminhavam entre as bancas, escolhiam frutas e legumes, os vendedores chamavam os clientes, e o habitual burburinho de vozes enchia o ambiente.

Entre os vendedores encontrava-se também uma idosa chamada Margaret.

Ela vivia completamente sozinha nos arredores da cidade. Todas as manhãs levantava-se antes do amanhecer, trabalhava na sua pequena horta, colhia os legumes e levava-os para a feira. Aquela era a sua única fonte de rendimento.

Ultimamente, as coisas não estavam a correr bem. Havia cada vez menos compradores e os preços aumentavam constantemente.

Naquele dia, a sorte também não estava do seu lado. Até ao meio-dia, tinha vendido muito pouco.

Maria estava sentada atrás da sua banca, contando preocupada algumas moedas, quando viu uma figura familiar.

Victor caminhava pela feira.

Como sempre, parava junto de cada vendedor e estendia a mão.

Poucos minutos depois, chegou até ela.

— Então, avozinha, dá-me a minha parte — disse ele com um sorriso trocista.

Margaret suspirou profundamente.

— Victor, hoje não ganhei nada. Desde manhã quase não apareceram clientes.

O rapaz franziu a testa.

— Isso não me interessa minimamente.

— Mas eu realmente não tenho dinheiro.

— Então pede emprestado a alguém.

A idosa olhou para ele com tristeza.

— Mas tu já tiraste dinheiro de todos os outros. A quem é que eu poderia pedir?

Victor cerrou os punhos com irritação.

— Os teus problemas não me interessam. Ou pagas agora ou vais arrepender-te.

Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas.

— Não posso dar-te aquilo que não tenho.

Durante alguns segundos, o rapaz ficou a olhar para ela em silêncio.

Depois, o seu rosto contorceu-se de raiva.

— Então decidiste brincar comigo?

Agarrou bruscamente numa caixa de tomates e virou-a.

Os tomates vermelhos espalharam-se pelo chão.

Margaret soltou um grito e correu para a frente.

— Não! Por favor, não faças isso!

Mas Victor já tinha pegado na caixa seguinte.

Os pepinos espalharam-se pelo asfalto.

Depois outra caixa. E mais outra. Em menos de um minuto, grande parte da mercadoria estava no chão.

As pessoas à volta começaram a parar. Alguns gravavam tudo com os telemóveis, outros abanavam a cabeça, mas ninguém se atrevia a intervir.

Victor parecia estar a divertir-se cada vez mais. Começou a esmagar os legumes com os pés. Debaixo das suas botas, os tomates rebentavam, enquanto pedaços de pepino e verduras voavam em todas as direções.

Margaret estava ao lado a chorar. As lágrimas escorriam pelas suas faces enrugadas. Cada vez que o rapaz esmagava mais uma caixa, parecia perder mais um pouco da sua esperança.

Ela lembrava-se de todo o esforço que tinha feito para cultivar aquela colheita. E agora tudo se transformava numa massa informe diante dos seus olhos.

— Por favor, para — repetia ela baixinho.

Mas Victor apenas sorria.

— Da próxima vez vais pagar imediatamente.

Voltou a pisar os tomates espalhados.

— Lembra-te bem desta lição.

A idosa já não conseguia conter as lágrimas. Parecia-lhe que, juntamente com os legumes, o rapaz estava também a esmagar os últimos vestígios da sua dignidade. Mas foi precisamente nesse momento que aconteceu algo que faria o arrogante valentão arrepender-se amargamente do que tinha feito 😱 A continuação da história pode ser encontrada no primeiro comentário ⬇️

Nesse instante, um carro parou junto à feira.

Dele saiu um jovem alto vestido com uniforme militar.

Era Alex, o filho de Margaret.

Nos últimos meses, ele tinha estado destacado longe de casa e só recentemente recebera licença. Queria fazer uma surpresa à mãe e foi diretamente à feira.

Mas assim que viu a banca destruída, os legumes espalhados pelo chão e a mãe a chorar, o sorriso desapareceu do seu rosto.

Alex aproximou-se rapidamente.

— Mãe, o que aconteceu aqui?

Margaret levantou os olhos cheios de lágrimas para ele.

Nem sequer conseguiu responder de imediato.

Limitou-se a apontar para Victor com uma mão trémula.

O rapaz virou-se e viu o militar.

Por um instante, toda a sua confiança desapareceu.

— E tu quem és? — perguntou ele com um sorriso forçado.

Alex observou calmamente a mercadoria destruída.

Depois olhou para a mãe.

E voltou a olhar para Victor.

— A pessoa que te vai obrigar a responder por tudo isto.

Uma multidão reuniu-se imediatamente à volta deles.

As pessoas começaram a contar a Alex o que tinha acontecido.

Um após outro, os vendedores confirmavam os relatos uns dos outros.

Descobriu-se que Victor aterrorizava toda a feira há anos.

Desta vez, havia testemunhas demais.

Alguém já tinha chamado a polícia.

E outras pessoas entregaram vídeos gravados nos telemóveis, onde se via claramente como ele destruía a banca e a mercadoria.

Victor percebeu que, pela primeira vez, estava numa situação da qual não conseguiria simplesmente escapar.

Poucos minutos depois, a polícia chegou à feira.

A multidão abriu caminho.

As provas reunidas eram mais do que suficientes.

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