Todas as manhãs a mulher sentia náuseas, e os médicos não conseguiam encontrar a causa, até que um dia, num ônibus, um joalheiro idoso reparou no seu colar e disse em voz baixa: «Se a sua vida lhe é preciosa, retire imediatamente este pingente e nunca mais o use»

Todas as manhãs a mulher sentia náuseas, e os médicos não conseguiam encontrar a causa, até que um dia, num ônibus, um joalheiro idoso reparou no seu colar e disse em voz baixa: «Se a sua vida lhe é preciosa, retire imediatamente este pingente e nunca mais o use» 😲😱

Quando a mulher descobriu o que estava escondido dentro do pingente dado pelo marido, ficou tomada por um verdadeiro horror 😲

Todas as manhãs de Maria começavam da mesma forma. Ela acordava com uma sensação de peso no corpo e quase imediatamente sentia a náusea subir pela garganta. Às vezes nem conseguia chegar ao banheiro a tempo, mas na maioria das vezes ainda conseguia fechar a porta e inclinar-se sobre o vaso sanitário. Isso já durava dois meses e, durante esse tempo, ela havia se acostumado a esse estado, embora nunca tivesse conseguido aceitá-lo de verdade.

Após mais uma crise, Maria lavava o rosto com água fria e ficava muito tempo se olhando no espelho. O rosto havia ficado pálido, surgiram olheiras escuras sob os olhos, as maçãs do rosto estavam mais marcadas. Ela havia emagrecido visivelmente, as roupas ficavam mais largas do que antes. Nesses meses, perdeu quase sete quilos, sem fazer nada de especial para isso.

No trabalho, os colegas começaram a cochichar. Maria ouvia fragmentos de conversas sobre excesso de trabalho e esgotamento nervoso. Ela havia consultado um clínico geral, um gastroenterologista, um endocrinologista e vários outros médicos. Todos os exames estavam normais. Os médicos diziam sempre a mesma coisa: o organismo estava saudável, não havia problemas graves, talvez a causa fosse psicossomática. Aconselhavam-na a procurar um psicólogo, mas Maria não se sentia louca e não acreditava que tudo aquilo estivesse acontecendo apenas por causa dos nervos.

No caminho para o trabalho, como sempre, ela pegava o metrô. A hora do rush da manhã, a multidão, o cheiro de café, de casacos de inverno e de perfumes alheios formavam um pano de fundo habitual para ela. Maria se segurava no corrimão e tentava não pensar na náusea. Ela diminuía um pouco, mas a fraqueza permanecia.

Quando uma voz desconhecida soou ao seu lado, ela se assustou e abriu os olhos. Diante dela estava um homem idoso com um casaco quente e um velho chapéu de pele. Ele a observava com atenção e com uma seriedade excessiva.

— Tire a corrente. Eu sei o que há dentro do pingente — disse ele em voz baixa.

Maria não percebeu imediatamente que o desconhecido estava falando com ela. Instintivamente, cobriu o adorno no peito com a mão e respondeu de forma ríspida que era um presente do marido e que ele não tinha o direito de falar assim com ela. O homem não discutiu nem levantou a voz.

Ele disse que havia trabalhado muitos anos como joalheiro e que conhecia bem esse tipo de coisa. Apontou para a borda lateral do pingente e explicou que a linha fina não era um desenho nem um enfeite, mas um mecanismo oculto. Depois lhe entregou um cartão de visita e acrescentou:

— Se a sua vida lhe é preciosa, você deve retirar o pingente e nunca mais usá-lo.

O trem parou, as portas se abriram, e o homem desceu sem olhar para trás. Maria ficou em pé no vagão, com o cartão de visita na mão.

Durante todo o dia, ela não conseguiu se concentrar no trabalho. Seus pensamentos voltavam constantemente às palavras do desconhecido e ao pingente que repousava sobre o seu peito. À noite, ao chegar em casa, Maria foi direto para o banheiro. Acendeu a luz e ficou observando o adorno por muito tempo no espelho. O pingente oval de prata, com um lírio delicado, parecia tão bonito quanto no dia em que o marido o havia presenteado no aniversário de casamento.

Maria lembrou-se de como o marido dissera que havia encomendado o pingente numa oficina particular e que queria fazer um presente especial. Ela passou o dedo pela borda lateral e, de repente, sentiu uma leve irregularidade. De fato, havia uma linha fina ali. Maria pressionou um pouco mais, e o pingente se abriu em duas partes.

Ao ver o que havia dentro, sentiu-se mal e precisou se apoiar na pia para não cair 😲😱 Continuação no primeiro comentário 👇👇

Dentro do pingente havia uma cápsula minúscula com orifícios microscópicos. Ela continha uma rara toxina orgânica que começava a agir quando aquecida pelo calor do corpo.

Todos os dias, liberava uma dose muito pequena de veneno, tão mínima que nenhum exame detectava o envenenamento. O veneno não matava imediatamente.

Ele destruía lentamente o estômago e o sistema nervoso, provocando náusea constante, fraqueza e uma perda de peso acentuada. Para quem via de fora, tudo parecia uma doença estranha e inexplicável.

Era exatamente nisso que o marido apostava. Ele queria que Maria fosse se apagando aos poucos, que os médicos apenas dessem de ombros e falassem de um diagnóstico desconhecido. A morte deveria parecer natural, sem suspeitas nem vestígios.

Ele sabia que, alguns meses antes, Maria havia registrado em seu nome um apartamento herdado da avó e tinha certeza de que, após a sua morte, todos os bens passariam para ele.

O pingente tornou-se para ele a forma mais conveniente e segura de se livrar da esposa e obter tudo, sem correr o risco de ser desmascarado.

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