Um milionário comprou o próprio retrato por vários milhões de dólares e organizou um jantar luxuoso para se gabar da compra diante dos amigos. Mas quando uma jovem empregada olhou para o quadro e disse baixinho: «Eu poderia retratá-lo muito melhor», todos na sala caíram na gargalhada. 😳
O milionário apontou para ela e, mal conseguindo conter o riso, respondeu:
— Se em meia hora conseguires desenhar-me melhor do que o artista a quem paguei milhões, podes levar toda a comida que sobrar na mesa para a tua avó.
Os convidados pegaram imediatamente nos telemóveis, esperando mais um momento de diversão. Mas trinta minutos depois aconteceu algo que deixou todos completamente em choque 😨
Naquela noite, cerca de vinte convidados reuniram-se na enorme casa de Victor. Alguns dias antes, o homem tinha comprado, num leilão privado, um retrato seu pintado por um artista famoso.
O quadro tinha custado vários milhões de dólares.
Victor estava tão orgulhoso da sua compra que o pendurou no salão principal e convidou os amigos para jantar.
Durante quase toda a noite, os convidados falaram sobre o quadro.
— Um trabalho impressionante.
— O artista captou perfeitamente o teu caráter.
— Daqui a alguns anos, certamente valerá ainda mais.
Victor sorria satisfeito enquanto ouvia os elogios.
Enquanto isso, Clara retirava os pratos vazios da mesa.
Ela trabalhava naquela casa há apenas quatro meses. O dinheiro mal chegava para o essencial e, em casa, a sua avó idosa esperava por ela. Nos últimos dias, a mulher quase não tinha comido nada, apenas pão duro e um pouco de queijo.
Clara sabia disso e, ao ver quanta comida sobrava depois do jantar, ganhou coragem e aproximou-se do dono da casa.
— Desculpe, posso levar para casa um pouco da comida que sobrar depois do jantar?
Victor olhou para ela, surpreendido.
— Para quê?
— Para a minha avó.
Alguns convidados viraram-se. Victor sorriu com ironia.
— Eu pago-te um salário. Não é suficiente?
Clara corou.
— É suficiente. Só pensei que esta comida seria deitada fora de qualquer maneira.
— Não precisas de pensar por mim, — respondeu o homem friamente.
Clara não disse nada e voltou ao trabalho.
Ao passar pelo enorme retrato, voltou a olhar para ele. Observava aquele quadro desde o dia em que tinha sido levado para a casa. E todas as vezes reparava na mesma coisa.
As proporções do rosto eram estranhas. Os olhos pareciam artificiais, o sorriso parecia pertencer a outra pessoa, e o Victor retratado no quadro quase não se parecia com o verdadeiro Victor.
Clara ficou parada um pouco mais do que o habitual.
— O que foi? — perguntou Victor ao reparar nela.
— Nada.
— Já estás há vários minutos a olhar para o meu retrato. Não gostas?
Clara queria ficar em silêncio, mas acabou por responder:
— Acho que poderiam tê-lo retratado muito melhor.
A sala ficou em silêncio. Um segundo depois, vários convidados começaram a rir. Victor também riu.
— A sério? E quem conseguiria fazer melhor?
Clara olhou-o diretamente nos olhos.
— Eu.
As gargalhadas ficaram ainda mais altas. Um dos convidados pegou imediatamente no telemóvel e começou a filmar o que estava a acontecer.
— Esperem, temos de gravar isto!
Victor apontou para Clara.
— Tens ideia de quanto custa este quadro?
— Não.
— Vários milhões.
Clara voltou a olhar para o retrato.
— O preço nem sempre significa que um retrato tenha ficado parecido com a pessoa.
Depois dessas palavras, os convidados riram ainda mais. Mas Victor decidiu inesperadamente continuar aquela brincadeira.
— Muito bem. Desenha-me.
Clara ficou surpreendida.
— Agora?
— Agora. Dou-te meia hora. Se o teu desenho for realmente melhor, podes levar toda a comida que sobrar. Podes até esvaziar o frigorífico.
Alguém bateu palmas. Os outros apontaram os telemóveis para a jovem. Trouxeram a Clara uma grande folha de papel e um simples lápis.
Ela sentou-se à mesa. Victor sentou-se à sua frente com um sorriso convencido.
— O tempo começa agora.
Durante os primeiros minutos, os convidados continuaram a fazer piadas.
— Talvez devêssemos trazer-lhe já um livro para colorir?
— Não incomodem a grande artista!
Clara não respondia. Olhava apenas para Victor.
Mas meia hora depois aconteceu algo tão inesperado que todos os convidados ficaram completamente em choque 😳😱 A continuação da história está no primeiro comentário 👇👇
Primeiro, surgiram no papel linhas quase impercetíveis. Depois, os contornos da cabeça, dos olhos, do nariz e dos lábios. Passados dez minutos, as gargalhadas começaram a diminuir.
Passados vinte minutos, várias pessoas já estavam de pé mesmo atrás da jovem.
E o homem que tinha estado a filmar durante todo aquele tempo baixou lentamente o telemóvel.
Victor reparou na mudança nas expressões dos convidados.
— O que se passa?
Ninguém respondeu.
— Faltam dois minutos, — disse alguém.
Clara fez mais alguns traços rápidos e depois pousou o lápis sobre a mesa.
— Pronto.
Victor levantou-se e aproximou-se. Clara virou o desenho na direção dele.
A sala ficou completamente em silêncio. No papel estava Victor.
Não era simplesmente um homem parecido com ele. Era exatamente ele — com os olhos ligeiramente semicerrados, a pequena ruga junto aos lábios, os cabelos grisalhos e aquele mesmo sorriso confiante.
O retrato parecia tão vivo que alguns convidados passaram vários segundos a olhar do desenho para Victor e de Victor novamente para o desenho.
Então alguém olhou para o quadro de vários milhões pendurado na parede.
A diferença era evidente. A obra cara parecia subitamente fria e estranha.
Já o simples desenho a lápis parecia tão vivo que dava a impressão de que o homem retratado começaria a falar a qualquer momento.
Victor já não ria.
— Onde aprendeste a desenhar assim? — perguntou finalmente.
Clara ficou em silêncio por alguns instantes.
— Estudei numa escola de arte. Depois entrei para a academia. Mas quando a minha avó adoeceu, tive de abandonar tudo e começar a trabalhar.
Victor voltou a olhar para o desenho. Agora compreendia por que razão a jovem tinha observado durante tanto tempo o seu caro retrato.
Ela realmente sabia o que estava a ver.
Clara levantou-se calmamente da mesa.
— Posso levar a comida?
Victor assentiu em silêncio.

