“Um quarto, uma cama para dois… Você não tem medo de mim?” Por causa de uma tempestade terrível, uma jovem foi obrigada a passar a noite no mesmo quarto de hotel que o homem mais perigoso da cidade. Mas o que aconteceu naquele quarto durante a noite revelou-se verdadeiramente assustador

“Um quarto, uma cama para dois… Você não tem medo de mim?” Por causa de uma tempestade terrível, uma jovem foi obrigada a passar a noite no mesmo quarto de hotel que o homem mais perigoso da cidade. Mas o que aconteceu naquele quarto durante a noite revelou-se verdadeiramente assustador 😨

Lá fora, uma tempestade terrível assolava a cidade. A chuva caía como uma cortina, o vento forte curvava as árvores até ao chão e os clarões dos relâmpagos iluminavam as ruas vazias durante alguns segundos. Os trovões eram tão fortes que faziam as janelas das casas tremer e disparavam os alarmes dos carros.

Emma mal conseguiu chegar ao hotel mais próximo. O vestido estava completamente encharcado, os cabelos colados ao rosto e os sapatos cheios de água. Algumas horas antes, o autocarro em que viajava tinha avariado no meio da estrada. O motorista prometera chamar ajuda, mas a tempestade inundara a estrada e eles teriam de esperar até de manhã.

Quando viu as luzes do hotel, Emma pensou que finalmente estava salva. Entrou rapidamente e aproximou-se da receção.

— Preciso de qualquer quarto disponível. Apenas por uma noite — pediu ela, tirando os documentos.

O rececionista abanou a cabeça com uma expressão de pesar.

— Peço desculpa, mas todos os quartos estão ocupados. Por causa das estradas bloqueadas, demasiadas pessoas ficaram hospedadas aqui.

— Verifique novamente, por favor. Pagarei o dobro.

— Realmente não há nenhum quarto disponível.

Emma não podia voltar para a rua. A cidade mais próxima ficava a vários quilómetros de distância, o seu telefone estava quase sem bateria e nenhum táxi apareceria com aquele tempo.

Foi então que ela o viu.

No canto mais afastado do salão, sentado numa grande poltrona de couro, estava um homem alto vestido com uma camisa preta. Chamava-se Don Carlos. Emma reconheceu-o imediatamente, embora antes só o tivesse visto em fotografias.

Na cidade, circulavam os rumores mais assustadores sobre ele. Dizia-se que as pessoas que se atravessavam no seu caminho desapareciam sem deixar vestígios. Era considerado um homem cruel, capaz de tudo. Até a polícia tentava não se envolver nos seus negócios.

Carlos levantou-se lentamente e aproximou-se da receção. Todas as pessoas que estavam no salão ficaram imediatamente em silêncio.

— Há espaço suficiente no meu quarto — disse ele calmamente. — A jovem pode passar a noite lá.

Emma olhou para ele, assustada.

— Agradeço, mas encontrarei outra solução.

— Qual? — perguntou Carlos, olhando para a tempestade que assolava o lado de fora das janelas. — Vai passar a noite na rua?

Ela não tinha escolha. Poucos minutos depois, subiram ao último andar. O quarto de Carlos era grande e luxuoso, mas havia apenas uma cama.

Assim que Emma entrou, o homem fechou a porta por dentro e girou lentamente a chave na fechadura.

O coração da jovem começou a bater mais depressa.

Carlos percebeu o seu medo e sorriu.

— Um quarto, uma cama para dois. Você não tem medo de mim?

Emma tremia, mas tentava manter-se confiante.

— Se tivesse medo, não teria subido até aqui.

— Você subiu porque não tinha para onde ir.

Ninguém poderia imaginar o que aconteceria naquela noite no quarto 307. 😳😱 A continuação da história está no primeiro comentário👇👇

Ele tirou o casaco, colocou-o sobre a poltrona e aproximou-se da janela. Emma permaneceu junto à porta, apertando com força a mala contra o peito.

— A cama é sua — disse Carlos. — Eu ficarei na poltrona.

As suas palavras tranquilizaram um pouco a jovem, mas, mesmo assim, ela não conseguia adormecer. Relâmpagos iluminavam o céu do lado de fora da janela, enquanto os ramos das árvores arranhavam o vidro. Carlos permanecia sentado na poltrona, como se estivesse à espera de alguma coisa.

Por volta das duas da manhã, a luz apagou-se repentinamente.

O quarto ficou completamente escuro.

Alguns segundos depois, Emma ouviu um som estranho. Alguém arranhava lentamente a porta pelo lado de fora.

Ela quis chamar Carlos, mas ele já estava ao seu lado e tapou-lhe a boca com uma das mãos.

— Não faça nenhum som — sussurrou ele.

Do corredor veio o choro baixo de uma mulher.

— Ajudem-me… Por favor…

Emma tentou ir até à porta, mas Carlos segurou-a.

— Há uma mulher lá fora!

— Não — respondeu ele friamente. — É uma gravação.

O som dos arranhões parou. Em seguida, a maçaneta da porta baixou lentamente, embora o quarto estivesse trancado.

Carlos tirou uma pistola.

Naquele momento, o espelho ao lado da cama deslizou para o lado. Atrás dele havia uma passagem secreta e estreita. Da escuridão saiu um homem vestido com o uniforme de um funcionário do hotel, segurando uma faca grande.

Emma gritou.

Carlos lançou-se contra o desconhecido e os dois homens começaram a lutar. A faca caiu no chão. O agressor tentou alcançar a passagem secreta, mas Carlos derrubou-o e amarrou-o com o fio do candeeiro.

— Quem é ele? — sussurrou Emma.

Carlos ligou uma lanterna e entrou na passagem. Apesar do medo, a jovem seguiu-o.

Atrás das paredes dos quartos do hotel estendia-se um longo corredor. Ali havia câmaras, monitores e dezenas de malas. Na parede estavam penduradas fotografias de mulheres que tinham ficado hospedadas naquele hotel e depois desaparecido sem deixar vestígios.

Entre elas, Emma viu a sua própria fotografia. Tinha sido tirada apenas uma hora antes, quando estava diante da receção.

Descobriu-se que os funcionários do hotel diziam deliberadamente às mulheres que viajavam sozinhas que não havia quartos disponíveis. Em seguida, ofereciam-lhes a possibilidade de descansar temporariamente numa sala de serviço, após o que as mulheres desapareciam.

Carlos não tinha ido àquele hotel por acaso. Alguns meses antes, a sua irmã mais nova desaparecera ali. Ele reservara de propósito o mesmo quarto porque sabia da existência da passagem secreta e esperava que os criminosos voltassem a aparecer.

Mas o mais terrível era outra coisa.

Quando a polícia abriu uma parede na cave, encontrou ali os pertences pessoais de dezenas de pessoas desaparecidas. No entanto, o proprietário do hotel não estava entre os detidos.

De manhã, quando Emma saiu do hotel, o rececionista já estava sentado num carro da polícia. Carlos permanecia debaixo da cobertura, observando silenciosamente a chuva.

— Afinal, não era de você que eu deveria ter tido medo — disse a jovem em voz baixa.

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