Na nossa foto de maiô, a minha própria filha escreveu várias coisas desagradáveis: decidi dar-lhe uma lição

Na nossa foto de maiô, a minha própria filha escreveu várias coisas desagradáveis: decidi dar-lhe uma lição 😢😢

Nunca tive vergonha da minha aparência. Sim, já tenho sessenta anos, não sou uma jovem de capa de revista, o meu corpo está longe de ser perfeito – mas sempre me aceitei como sou.

Tenho rugas, uma barriguinha macia e quadris que antes eram o meu orgulho e que agora revelam os anos vividos. Mas tudo isso faz parte da minha história, da minha vida. E o meu marido sempre disse que sou bonita. Mesmo agora, depois de 35 anos de casamento, ele ainda consegue olhar para mim como se nos tivéssemos conhecido ontem.

Mas recentemente tudo mudou. Pela primeira vez na minha vida, comecei a sentir vergonha de mim mesma.

Tudo começou com uma foto aparentemente inofensiva. Fomos ao mar – uma rara oportunidade de escapar à rotina. Estávamos na praia de maiô, ele me abraçava pela cintura e eu sorria. Quis guardar aquele momento e partilhá-lo com amigos nas redes sociais.

Sim, eu sabia que o maiô realçava todos os meus defeitos. Mas, caramba, isso não é motivo para me esconder de todos!

Algumas horas depois começaram a surgir “likes” e comentários carinhosos: «Que casal lindo!», «Que maravilha ver vocês juntos há tantos anos!». Eu sorria… até ver o comentário da minha própria filha.

Ela escreveu: «Mãe, na tua idade não é apropriado vestir-se assim. E muito menos mostrar as gordurinhas. É melhor apagar a foto».

Fiquei paralisada. Como se alguém tivesse jogado um balde de água gelada sobre mim.

Não era uma piada. Era sério. O meu coração apertou. Dei à luz essa menina, passei noites em claro, alimentei-a, levei-a à escola, ajudei-a a entrar na universidade… E agora ela me escreve isso.

Foi então que perdi a paciência e fiz algo de que não me arrependo. Infelizmente, agora tenho de reaprender a aceitar-me e a amar-me 😢. Continuação no primeiro comentário 👇👇

Fiquei muito tempo a olhar para a tela. Depois comecei a digitar lentamente:

— «Querida, estes são os nossos genes. Daqui a vinte anos vais estar igual. E espero sinceramente que, até lá, sejas inteligente o suficiente para não ter vergonha do teu corpo».

Enviei. Apaguei o comentário dela.

Mas isso não foi suficiente. Decidi que, se ela se permite humilhar-me publicamente, tenho todo o direito de impor limites. Parei de atender às suas chamadas. Quando, duas semanas depois, ela me pediu dinheiro, respondi friamente:

— «Oh, desculpa, já gastei tudo em comida. É daí que vêm as minhas gordurinhas».

Ela ficou ofendida. Mas, sinceramente, não me importei. Talvez tenha exagerado, mas naquele momento eu estava a defender-me.

E sim, desde então ainda me apanho a olhar para o meu reflexo com mais crítica. Por vezes, ao vestir o maiô, cubro a barriga com uma toalha.

Zango-me comigo mesma por isso – porque sei que não se trata do corpo, mas do facto de que nós, mulheres, permitimos demasiadas vezes que outros nos digam como devemos viver e como devemos parecer.

Dei uma lição à minha filha, mas acho que ainda me falta aprender a mais importante – como deixar de ter vergonha de quem sou.

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