O xeque gravemente doente demitia constantemente as enfermeiras que deveriam cuidar de sua saúde, até que um dia uma simples jovem entrou em seu quarto e fez algo que o deixou sem palavras pela primeira vez em muito tempo. 😱
— Eu disse: saia daqui!
O xeque acabara de expulsar mais uma enfermeira de seu quarto.
Nos últimos meses, aquela cena havia se tornado comum em todo o hospital. Ninguém mais se surpreendia com as lágrimas no corredor ou com os gritos altos vindos do quarto do paciente mais rico. As enfermeiras mudavam quase todos os dias. Algumas não suportavam mais as humilhações constantes, outras pediam transferência para outro setor, e algumas pediam demissão logo após o primeiro turno.
O xeque estava gravemente doente e precisava de cuidados constantes, mas se comportava como se o mundo inteiro lhe devesse alguma coisa. Falava de forma grosseira com os médicos, jogava documentos no chão, apertava de propósito o botão de chamada da equipe dez vezes por hora e depois dizia, com deboche, que havia mudado de ideia. Se uma enfermeira trazia os remédios um minuto atrasada, ele fazia um verdadeiro escândalo. Se trazia na hora certa, ainda assim encontrava um motivo para reclamar.
Ninguém mais acreditava que aquele homem fosse capaz de mudar.
Depois de mais um escândalo, a porta do quarto se fechou novamente, e o xeque ficou sozinho. No hospital, instalou-se um silêncio constrangedor. O médico-chefe entendia que seria extremamente difícil encontrar outra enfermeira.
Naquele mesmo dia, o trabalho foi oferecido a uma jovem chamada Mary.
Ela foi avisada imediatamente de que o paciente era extremamente difícil, não por causa da doença, mas por causa do seu caráter. Contaram-lhe com sinceridade que ninguém antes dela havia suportado nem sequer um dia.
Mary ouviu tudo em silêncio até o fim.
Ela entendia perfeitamente no que estava se metendo, mas não podia recusar. Alguns meses antes, seu pai havia perdido o emprego, a família já não conseguia pagar as parcelas do empréstimo, e o banco já estava preparando os documentos para tomar a casa. Esse trabalho era sua única chance de ganhar rapidamente uma boa quantia de dinheiro.
Na manhã seguinte, a jovem respirou fundo e entrou no quarto.
Ela realmente estava com medo.
O xeque nem esperou que ela se aproximasse.
— Quem é você? Saia imediatamente do meu quarto!
Mary fechou calmamente a porta atrás de si, colocou a pasta com os documentos sobre a mesinha e começou a examinar atentamente os registros médicos, como se nem tivesse ouvido suas palavras.
Aquele comportamento surpreendeu imediatamente o xeque.
Normalmente, depois do primeiro grito, as enfermeiras começavam a se justificar ou ficavam nervosas, mas aquela jovem continuava trabalhando com calma.
— De qualquer forma, você vai fugir daqui em meia hora, como todas as outras.
Mary levantou os olhos e respondeu com tranquilidade:
— Veremos.
O xeque sorriu com sarcasmo. Ele tinha certeza de que, em poucos minutos, ela também desistiria. Mas ele nem podia imaginar quem realmente era aquela simples jovem e o que ela faria. 😳😱 A segunda parte desta história você encontra no primeiro comentário. 👇👇
Durante todo o dia, ele tentou tirá-la do sério. Pedia água e, quando ela trazia um copo, dizia que havia mudado de ideia. Exigia que ela abrisse a janela e, logo depois, ordenava que a fechasse imediatamente. Várias vezes deixava objetos caírem no chão de propósito e esperava que Mary começasse a se irritar.
Mas a jovem, todas as vezes, fazia seu trabalho em silêncio. Ao anoitecer, isso começou a irritar ainda mais o xeque.
No dia seguinte, tudo se repetiu. Depois, mais uma vez.
Após alguns dias, ele percebeu de repente que, pela primeira vez, não havia conseguido fazer uma pessoa perder o controle.
Na manhã do quarto dia, Mary trouxe os remédios, colocou-os sobre a mesa de cabeceira e disse calmamente:
— Posso lhe fazer uma pergunta?
O xeque franziu a testa.
— Pergunte.
— O senhor realmente quer se curar?
Ele ficou surpreso com aquela pergunta.
— Claro.
— Então por que todos os dias o senhor expulsa as pessoas sem as quais não poderá se recuperar?
O quarto ficou em silêncio.
Mary não o acusava nem lhe dava lições de moral.
Ela apenas continuou:
— Eu li seu histórico médico. Aqui está escrito que antes havia sempre dezenas de pessoas ao seu lado, mas agora ninguém da sua família vem visitá-lo. Nem seus filhos, nem parentes, nem amigos. Apenas a equipe do hospital. O senhor está afastando as últimas pessoas que ainda estão dispostas a ajudá-lo. Não porque elas sejam ruins, mas porque o senhor acha que todos só querem o seu dinheiro.
Pela primeira vez, o xeque não respondeu nada.
A jovem se virou e saiu calmamente do quarto.
Durante todo o dia, ele ficou em silêncio olhando pela janela.
Aquelas palavras não lhe saíam da cabeça.
Na manhã seguinte, quando Mary entrou com os remédios, ele não gritou pela primeira vez.
Apenas perguntou baixinho:
— Você realmente acha que o problema sou eu?
Mary respondeu com sinceridade:
— Se em poucos meses mais de vinte enfermeiras foram embora, talvez o problema não esteja em vinte enfermeiras.
O xeque ficou em silêncio por muito tempo.
Depois de alguns minutos, disse inesperadamente:
— Em toda a minha vida, ninguém jamais teve coragem de me dizer isso na cara.
Depois daquele dia, seu comportamento começou a mudar aos poucos. Não imediatamente, nem de um dia para o outro. Às vezes ele ainda perdia a calma, mas depois sempre pedia desculpas. As enfermeiras pararam de pedir transferência, e os médicos perceberam que o paciente estava mais tranquilo e que o tratamento finalmente começava a dar resultado.
Antes de receber alta, o xeque pediu que Mary entrasse em seu quarto.
Ela pensou que ele quisesse apenas se despedir.
Mas, em vez disso, ele lhe entregou uma pasta.
Dentro havia um documento do banco.
Descobriu-se que, naquela manhã, ele havia quitado completamente a dívida de sua família, e a casa deles não estava mais ameaçada.
Mary olhou para ele, confusa.
— Por quê?
Pela primeira vez desde que se conheceram, o xeque sorriu sinceramente.
— Porque você foi a primeira pessoa que tratou não a minha doença, mas o meu caráter. Se tivesse se assustado como todas as outras, eu continuaria sendo o homem mais solitário do mundo, mesmo tendo tanto dinheiro.

