— Rapaz, sente-se! — disse a comissária de bordo de forma brusca, mas o jovem de dezessete anos nem se mexeu. O seu olhar estava fixo na mulher grávida na primeira classe, que estava a sufocar: e o que o jovem fez deixou todos em choque 😨😱
Os Harrington embarcavam como sempre — confiantes, calmos, como se o mundo inteiro lhes pertencesse. Richard, um financista bem-sucedido, acostumado a controlar tudo, e sua esposa Catherine — bonita, bem cuidada, com um sorriso suave e a barriga arredondada no sétimo mês de gravidez. Eles viajavam na primeira classe, onde qualquer pedido é atendido imediatamente, mas agora nenhum dinheiro podia ajudar.
Catherine ficou subitamente pálida, os seus lábios tornaram-se azulados, a respiração ficou irregular, curta e ofegante, como se lhe faltasse ar. Ela apertou o ventre, tentando suportar a dor, mas só piorava.
— Ajudem-na! — gritou Richard em desespero, segurando a sua mão. — Há algum médico aqui?!
As comissárias entraram em pânico, alguém correu para buscar o kit de primeiros socorros, mas rapidamente o pânico começou a espalhar-se pela cabine. As pessoas olhavam umas para as outras, ninguém sabia o que fazer. A cada segundo, a respiração de Catherine tornava-se mais fraca e o seu pulso quase imperceptível.
Enquanto isso, na classe económica, Ilia Williams apertou os punhos nervosamente. Ele não era médico, apenas um rapaz alto e magro com um simples moletom, a caminho de Londres para uma entrevista importante. Mas ele já tinha visto aquilo antes.
Um ano antes, a sua avó quase morreu por causa da mesma condição.
Ele sussurrou para si mesmo: trombo… embolia pulmonar… se nada for feito — ela não vai sobreviver.
O seu coração batia tão forte que parecia que todos à sua volta podiam ouvi-lo, mas mesmo assim ele levantou-se e foi para a frente.
E então aconteceu algo que deixou todos os passageiros do avião em choque 😲😯 Continuação no primeiro comentário 👇👇
— Ela precisa urgentemente de oxigénio, levantem as pernas dela, deem-lhe aspirina, se houver! — a sua voz soou de forma inesperadamente firme e alta, cortando o caos.
Richard virou-se bruscamente e olhou para ele com irritação e desconfiança.
— Quem é você afinal? Isto não é um jogo, rapaz!
Mas naquele momento Catherine gemeu baixinho, e o medo nos olhos de Richard tornou-se mais forte do que o seu orgulho.
As comissárias começaram a agir. Colocaram uma máscara de oxigénio em Catherine, levantaram cuidadosamente as suas pernas, encontraram aspirina no kit de primeiros socorros. Ilia explicava com calma e confiança o que fazer a seguir, como se não fosse a primeira vez.
Passaram-se alguns longos minutos, que pareceram uma eternidade. E de repente, a sua respiração tornou-se mais regular.
Os seus lábios começaram lentamente a recuperar a cor normal, e a tensão no seu rosto diminuiu.
O silêncio caiu na cabine.
Richard olhou para a sua esposa, depois para o rapaz, e no seu olhar já não havia arrogância nem dúvida. Apenas gratidão.
— Você… você salvou-a, — disse ele baixinho, ainda sem acreditar.
Ilia apenas deu de ombros levemente, como se fosse algo comum.
O avião continuava a voar a trinta e cinco mil pés, mas agora tudo tinha mudado.
Porque a vida de uma mulher e do seu filho ainda por nascer ficou nas mãos de alguém a quem ninguém sequer tinha prestado atenção.


