Um soldado zombava da nova comandante, achando que diante dele estava apenas uma mulher fraca e indefesa, mas poucos minutos depois o homem já estava ajoelhado diante dela, implorando por misericórdia 😲😢
No ginásio ecoava o barulho de sempre. O metal tilintava, as barras pesadas caíam no chão com estrondo, os sacos de pancada balançavam depois dos golpes, e o ar estava denso de suor, poeira e calor.
Os soldados treinavam em silêncio e com agressividade, e cada um tentava mostrar que era o mais forte, o mais rápido e o mais resistente dali.
Tudo seguia como de costume, até que as portas do salão se abriram e se ouviu a voz severa do comandante.
— Soldados, atenção por um minuto. Quero apresentar a vocês a nova comandante. De agora em diante, em todas as questões, dirijam-se a ela. Será ela quem vai treiná-los e responder pela preparação de vocês.
Por alguns segundos, um silêncio pairou no salão, mas logo alguém soltou uma risada abafada. Em seguida, os outros também começaram a rir. Diante deles estava uma mulher de estatura média, calma, com os cabelos presos em um coque apertado e um olhar frio.
Em seu rosto não havia nem sorriso nem confusão, mas os soldados já tinham tirado suas conclusões.
— Ela?
— Isso é alguma piada?
— Agora uma garota vai dar ordens para a gente?
O comandante nem se deu ao trabalho de responder a essas provocações. Apenas fez um breve aceno para ela e disse:
— Vou deixar vocês à vontade, conheçam-se melhor.
Assim que ele saiu, toda aquela ordem aparente desapareceu na mesma hora. Alguns voltaram a pegar na barra, outros continuaram conversando como se apresentação nenhuma tivesse acontecido.
A nova comandante observou o salão calmamente e tentou várias vezes reunir todos com a voz, mas era como se ninguém a ouvisse. Uns fingiam estar ocupados, outros se viravam de propósito.
Ninguém queria obedecer a uma mulher que eles já tinham rotulado de fraca e indefesa.
A mulher não levantou a voz, mas em seu olhar havia cada vez mais dureza.
Por fim, ela estendeu a mão para pegar uma garrafa de água, abriu a tampa e tomou um gole, tentando ao menos por um segundo organizar os pensamentos. Foi nesse momento que um dos soldados mais fortes e corpulentos do salão se aproximou dela por trás.
Alto, musculoso, confiante, com aquele sorriso arrogante de quem está acostumado a esmagar os outros só com a própria presença.
— Ei, bonitinha, então, não está conseguindo comandar? — disse ele em tom de deboche.
Antes que a mulher pudesse se virar, ele arrancou a garrafa de suas mãos com brutalidade enquanto ela ainda bebia e, no segundo seguinte, despejou o resto da água sobre a cabeça dela. Os jatos frios escorreram pelos cabelos, pelo rosto, pelo pescoço e encharcaram o uniforme.
Por alguns instantes, o salão ficou em silêncio, mas logo gargalhadas vieram de todos os lados.
— Vamos, mostra do que você é capaz — lançou ele.
A mulher limpou lentamente a água do rosto e olhou para ele de um jeito que fez o sorriso em seu rosto vacilar por um instante. Mas ele ainda não tinha entendido com quem estava lidando.
— Você vai se arrepender disso — disse ela com calma.
— O que foi que você resmungou aí? — rosnou o homem, empurrando-a bruscamente pelo ombro, sem sequer imaginar quem estava diante dele e que, poucos minutos depois, estaria de joelhos implorando por piedade. 😱🫣
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O soldado nem teve tempo de entender o que aconteceu em seguida. A mulher deu um passo curto para o lado, como se estivesse abrindo caminho para ele, depois segurou com rapidez o braço que ele ainda não tinha retirado após o empurrão, girou o corpo e varreu a perna dele.
Tudo aconteceu tão rápido que, visto de fora, pareceu quase imperceptível. Um segundo antes aquele brutamontes ainda estava de pé, sorrindo com arrogância, e no seguinte já tinha desabado no chão com estrondo, de bruços.
Antes que ele conseguisse se levantar, a mulher prensou o braço dele para trás, empurrou seu ombro contra o tatame com o joelho e torceu seu pulso de tal forma que o rosto dele se contorceu imediatamente de dor.
As risadas no salão cessaram no mesmo instante. Aqueles que, segundos antes, estavam se divertindo, agora observavam tudo em silêncio.
— Me solta… está doendo — gemeu ele, se debatendo, mas apenas piorando a própria situação.
Ela aumentou um pouco a pressão da chave de dor.
— Me solta, por favor.
— Primeiro, peça desculpas.
Ele cerrou os dentes, mas uma nova onda de dor destruiu sua teimosia.
— Desculpa… desculpa, está ouvindo, desculpa — gritou ele, já sem qualquer traço de arrogância.
Só então ela o soltou e se levantou calmamente. O soldado permaneceu caído no tatame, respirando com dificuldade e segurando o braço, enquanto toda a sua autoconfiança de antes havia desaparecido sem deixar vestígios.
A mulher ajeitou a camiseta molhada, passou a mão pelos cabelos e disse em voz firme:
— A força não está nos músculos, nem em humilhar aqueles que vocês consideram mais fracos. Quando vocês ainda eram crianças, eu já servia ao nosso país. E já vi dezenas de idiotas arrogantes que achavam que tudo se resolvia pelo tamanho do bíceps. Todos nós aqui temos a mesma missão. Vocês precisam se tornar uma equipe, e não uma multidão que ri do uniforme e da patente.
Ela fez uma pausa e passou os olhos por todos.
— Eu já mostrei a vocês do que sou capaz. Agora, ou vocês começam a trabalhar como devem, ou cada um de vocês vai ter que se convencer disso pessoalmente.


